Remuneração variável é, neste guia, a parte do ganho da pessoa que depende de um resultado medido em um período, paga além do salário fixo. É uma definição de trabalho da CGLC, e ela já aponta para a pergunta que o dono de PME costuma pular: antes de decidir quanto pagar, qual resultado, exatamente, se quer comprar?
O texto resume o que quatro trabalhos publicados em periódicos científicos relatam sobre incentivos financeiros e metas e propõe seis passos para a PME desenhar o seu plano de remuneração variável. O roteiro e os critérios da casa vêm marcados no texto.
Resumo rápido
- Definição de trabalho: remuneração variável paga por resultado medido em um período, além do fixo. Critério da CGLC.
- Jenkins: quantidade, sem relação com qualidade: a meta-análise de Jenkins e colegas (1998), com 39 estudos e 47 relações, relata que os incentivos financeiros não se relacionaram à qualidade do desempenho e tiveram correlação corrigida de 0,34 com a quantidade.
- Efeito positivo, com variações: Garbers e Konradt (2014), em 146 estudos (n = 31.861), relatam efeito positivo dos incentivos individuais (g = 0,32; g = 0,19 nas tarefas menos complexas) e efeito positivo de recompensas de equipe (g = 0,45, em 30 estudos), com desempenho mais alto quando as recompensas são distribuídas de forma equitativa do que de forma igual.
- Metas entram no desenho: a revisão de Locke e Latham (2002) sobre 35 anos de pesquisa em estabelecimento de metas trata do papel das metas como mediadoras de incentivos, e Ordóñez e colegas (2009) argumentam que a prescrição excessiva de metas tem efeitos colaterais, como foco estreito e queda da motivação intrínseca.
- Ressalva de escopo: nenhum dos quatro trabalhos tem a PME brasileira como foco. A aplicação ao seu negócio é leitura da CGLC.
- Como fazer: seis passos da CGLC: escolher o resultado, escolher o indicador, escolher o nível, calibrar meta e teto, escrever a regra e testar antes de pagar.
Na nossa prática: isto é observação, e não resultado dos estudos citados adiante. Na PME, a remuneração variável costuma nascer de um bom ano ou de uma saída dolorosa: o dono quer premiar quem entregou ou segurar quem pode ir embora, e desenha o bônus em uma conversa, sem escrever a regra.
Na nossa prática: o problema aparece no ano seguinte. A meta ficou fácil ou impossível, o indicador mede algo que a pessoa não controla e o time não sabe como o valor foi calculado. Vale desenhar a regra antes da primeira promessa.
O que é remuneração variável e quando ela faz sentido na PME
Leitura da CGLC: remuneração variável é diferente do plano de cargos e salários, que trata da base, isto é, o que o cargo vale e como a pessoa avança nele. A variável é uma camada sobre essa base: paga por um resultado em um período e, por isso, só funciona se o resultado puder ser medido sem disputa.
Leitura da CGLC: a variável faz mais sentido quando três condições aparecem juntas. O resultado depende, em boa parte, do que a pessoa ou a equipe faz. O indicador é medido com regularidade e com números que o time reconhece. E o fixo já é justo para o mercado, porque variável não corrige salário defasado.
Leitura da CGLC: se uma das três falta, o dinheiro vira fonte de discussão e não de direção.
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1. Controle
O resultado depende do que a pessoa ou a equipe faz
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2. Medida
O indicador sai com regularidade, de uma fonte que o time reconhece
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3. Base justa
O fixo já está alinhado ao mercado e ao cargo
A CGLC não apresenta os estudos reunidos abaixo como validação dessas três condições. Eles ajudam em outra coisa: relatam o que a literatura encontrou quando incentivos financeiros foram associados a desempenho e o que se discute sobre o uso de metas.
O que os estudos sobre incentivos e metas relatam
A tabela resume os quatro trabalhos. A leitura de cada um vem em seguida, com o que os autores relatam e o limite do que se pode concluir para uma PME.
| Trabalho | Tipo | O que os autores relatam |
|---|---|---|
| Jenkins e colegas (1998), Journal of Applied Psychology | Meta-análise de 39 estudos, com 47 relações (sem foco em PME brasileira) | Incentivos financeiros não se relacionaram à qualidade do desempenho; correlação corrigida de 0,34 com a quantidade; o cenário (laboratório, campo ou simulação experimental) e o referencial teórico moderaram a relação, e o tipo de tarefa não |
| Garbers e Konradt (2014), Journal of Occupational and Organizational Psychology | Meta-análise de 146 estudos (n = 31.861), com incentivos individuais e de equipe (sem foco em PME brasileira) | Efeito positivo dos incentivos individuais (g = 0,32; g = 0,19 nas tarefas menos complexas); efeito positivo das recompensas de equipe (g = 0,45), com desempenho mais alto quando distribuídas de forma equitativa do que de forma igual |
| Locke e Latham (2002), American Psychologist | Síntese de 35 anos de pesquisa empírica sobre a teoria do estabelecimento de metas (sem foco em PME brasileira) | Descreve os achados centrais, os mecanismos pelos quais as metas atuam, os moderadores, a relação entre metas e satisfação e o papel das metas como mediadoras de incentivos; discute também as limitações da teoria |
| Ordóñez e colegas (2009), Academy of Management Perspectives | Artigo de argumentação dos autores sobre efeitos colaterais do estabelecimento de metas (sem foco em PME brasileira) | Argumentam que os benefícios das metas foram superestimados e os danos pouco examinados, e apontam efeitos colaterais como foco estreito, comportamento antiético, preferências de risco distorcidas, prejuízo à cultura e queda da motivação intrínseca |
Incentivos financeiros e desempenho: quantidade e qualidade
Jenkins e colegas (1998), no Journal of Applied Psychology, reuniram em meta-análise 39 estudos, com 47 relações, para perguntar se incentivos financeiros se relacionam ao desempenho. Os autores relatam que os incentivos não se relacionaram à qualidade do desempenho, mas tiveram correlação corrigida de 0,34 com a quantidade. Relatam ainda que o cenário da pesquisa (laboratório, campo ou simulação experimental) e o referencial teórico moderaram a relação, e que o tipo de tarefa não a moderou.
Leitura da CGLC: a correlação mede associação entre as variáveis nos estudos reunidos, e não o efeito que um bônus teria em uma empresa específica. A distinção entre quantidade e qualidade é a mais útil para o gestor: se o indicador do bônus é só volume, é o volume que o plano tende a privilegiar, e a qualidade precisa de uma regra própria.
Individual ou de equipe: o que a meta-análise mais recente relata
Garbers e Konradt (2014), no Journal of Occupational and Organizational Psychology, meta-analisaram 146 estudos (n = 31.861) sobre incentivos financeiros individuais e de equipe.
O efeito geral dos incentivos individuais (116 estudos) foi positivo (g = 0,32). Segundo os autores, os tamanhos de efeito foram maiores em estudos de campo (g = 0,34) do que de laboratório (g = 0,29), maiores para medidas qualitativas de desempenho (g = 0,39) do que quantitativas (g = 0,28) e menores em tarefas menos complexas (g = 0,19).
Para as recompensas de equipe (30 estudos), os autores relatam efeito positivo sobre o desempenho (g = 0,45), com recompensas distribuídas de forma equitativa resultando em desempenho mais alto do que as distribuídas de forma igual. Relatam também que o efeito das recompensas de equipe depende do tamanho da equipe e da composição por gênero.
Leitura da CGLC: os dois trabalhos não são diretamente comparáveis, porque usam métricas diferentes (correlação corrigida em Jenkins, g em Garbers) e classificam o desempenho de modos diferentes (qualidade e quantidade, em um; medidas qualitativas e quantitativas, em outro).
Leitura da CGLC: por isso este guia não tenta decidir entre eles, e usa os dois como pista de onde olhar: o que se mede e se paga (volume ou qualidade), a complexidade da tarefa e a forma de dividir o valor na equipe. Na PME, “equitativo” ganha uma tradução prática, que é decidir de antemão se o valor da equipe será dividido igualmente ou segundo a contribuição de cada um, e escrever isso na regra.
Metas e incentivos: o que os dois textos discutem
Locke e Latham (2002), no American Psychologist, resumem 35 anos de pesquisa empírica sobre a teoria do estabelecimento de metas. Os autores descrevem os achados centrais da teoria, os mecanismos pelos quais as metas operam, os moderadores dos efeitos, a relação entre metas e satisfação e o papel das metas como mediadoras de incentivos.
Os autores explicam também a validade externa e a relevância prática da teoria, e discutem as suas limitações.
Ordóñez e colegas (2009), na Academy of Management Perspectives, defendem uma tese diferente. Os autores argumentam que os benefícios do estabelecimento de metas foram superestimados e os seus danos pouco examinados. Entre os efeitos colaterais que apontam estão o foco estreito que ignora o que não está na meta, a distorção das preferências de risco, o aumento do comportamento antiético, o prejuízo à cultura da organização e a queda da motivação intrínseca.
Leitura da CGLC: os dois textos servem de pista para cuidar da meta, por caminhos diferentes: Locke e Latham, ao tratar das metas como mediadoras de incentivos e discutir as limitações da teoria; Ordóñez e colegas, ao argumentar sobre efeitos colaterais. Desenhar a meta antes de falar do valor é coerente com essa pista.
Leitura da CGLC: o artigo de Ordóñez e colegas é um argumento dos autores sobre efeitos colaterais, e não um achado de medição em PMEs. O tom de cautela do roteiro abaixo (poucas metas, bem escolhidas e revistas, e não uma lista de metas para tudo) é leitura da CGLC a partir desses dois textos, e não conclusão deles.
Como fazer remuneração variável na PME: seis passos
O roteiro abaixo é da CGLC. Ele organiza as decisões do desenho em seis passos, do resultado que se quer comprar até o teste antes do primeiro pagamento, e usa os estudos apenas como pistas, nos pontos indicados.
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1. Resultado
Que resultado a empresa quer comprar neste período?
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2. Indicador
Um número que a pessoa controla e que o time reconhece
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3. Nível
Individual, de equipe ou da empresa, e como dividir
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4. Meta e teto
Faixa de pagamento, piso de entrada e limite de valor
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5. Regra escrita
Cálculo, prazo, exceções e quem decide em caso de dúvida
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6. Teste
Simular com dados do passado antes de prometer
Passo 1: escolher o resultado que se quer comprar
Comece por uma frase: “queremos pagar mais quando acontecer ____”. Pode ser margem, entrega no prazo, retenção de clientes ou redução de retrabalho. Se a frase não fecha em um resultado, o problema ainda não é a variável, e sim a definição de prioridade da empresa. Escolher poucos resultados é decisão do dono, e o guia de OKR pode servir de apoio.
Na nossa prática: o erro mais comum é pagar pelo que é fácil de contar e não pelo que importa. Volume de vendas é fácil de contar, margem e recompra exigem mais trabalho de medida, e costumam ser o que a empresa de fato quer.
Passo 2: escolher um indicador que a pessoa controla
Transforme o resultado em um número que a pessoa influencia de forma clara e que sai de uma fonte única, como o sistema de vendas, o controle de produção ou o relatório de atendimento.
O guia de KPI trata de como escolher e acompanhar indicadores. Leitura da CGLC: para a variável, vale uma regra adicional: se a pessoa não consegue explicar de cabeça o que move o número, o indicador ainda está difícil demais.
Jenkins e colegas (1998) relatam que os incentivos não se relacionaram à qualidade do desempenho (Garbers e Konradt, com outra métrica e outra classificação, relatam efeito maior para medidas qualitativas, e os dois não são comparáveis). Isso é coerente, na leitura da CGLC, com acrescentar, quando o indicador é volume, uma condição de qualidade, como devoluções, reclamações ou retrabalho abaixo de um limite. Assim, o bônus por volume não paga pelo que a empresa não quer. A condição é criação da CGLC, e não achado do estudo.
Passo 3: escolher o nível, individual, de equipe ou da empresa
| Nível | Quando costuma servir (critério da CGLC) | Risco a vigiar |
|---|---|---|
| Individual | Tarefa em que a contribuição de cada um é separável e medida, como venda ou produção por pessoa | Competição entre colegas e foco só no que está na meta |
| Equipe | Resultado que depende de várias pessoas ao mesmo tempo, como atendimento ou entrega de projeto | Quem contribui menos receber igual; a regra de divisão precisa estar escrita |
| Empresa | Resultado geral, como lucro ou meta de faturamento do ano, em equipes pequenas | Distância entre o esforço individual e o valor recebido |
Garbers e Konradt (2014) relatam efeito positivo para recompensas individuais e de equipe, com a distribuição equitativa associada a desempenho mais alto do que a distribuição igual. Leitura da CGLC: a tabela acima não deriva desse achado, mas ele sugere uma pergunta de desenho, a de como dividir o valor da equipe, que precisa de resposta antes do anúncio do plano.
Passo 4: calibrar meta, piso e teto
Defina três pontos para o indicador: o piso, abaixo do qual não há pagamento; a meta, em que o pagamento é o valor-alvo; e o teto, que limita o valor máximo. Calibre a meta com dados dos últimos meses e converse com quem vai persegui-la. Na leitura da CGLC, meta que a pessoa considera impossível deixa de orientar o comportamento, e meta que se bate sem esforço vira salário disfarçado.
Leitura da CGLC: o teto protege a empresa de pagar por um resultado fora da curva que não veio de esforço, como um pedido extraordinário. Ordóñez e colegas (2009) argumentam que o uso excessivo de metas produz foco estreito e outros efeitos colaterais, e vemos nisso um motivo para poucas metas por pessoa, de preferência uma ou duas, e para rever a meta a cada ciclo.
Passo 5: escrever a regra
A regra escrita cabe em uma página. Ela traz o indicador e sua fonte, a fórmula de cálculo, a periodicidade da apuração e do pagamento, o que acontece com quem entra ou sai no meio do período, quem decide em caso de dúvida e como o plano pode ser alterado. Assim, a conversa sobre o valor acontece uma só vez, antes do período, e não a cada apuração.
Na nossa prática: a regra escrita costuma poupar o dono do papel de juiz. Sem ela, cada apuração vira uma negociação, e o time aprende a disputar o número em vez de buscá-lo.
Na nossa prática: a natureza jurídica e contábil do pagamento deve ser validada com o contador e o jurídico da empresa antes de o plano ser anunciado.
Passo 6: testar antes de prometer
Antes de anunciar, aplique a fórmula aos dados dos últimos doze meses, quando houver esses dados. Veja quanto teria sido pago, a quem e em que meses. Dois resultados pedem revisão: o plano teria pago quase todo mundo, o que sugere meta fácil, ou quase ninguém, o que sugere meta impossível ou indicador mal escolhido.
Faça o teste também com um cenário de resultado excepcional, para conferir se o teto cabe no caixa.
Depois de lançado, acompanhe o plano junto com a avaliação de desempenho e a conversa de feedback.
Erros comuns ao desenhar remuneração variável
- Pagar variável para compensar fixo defasado: o valor vira expectativa de salário e perde o papel de direção.
- Indicador que a pessoa não controla: o resultado depende de fatores externos, e o bônus parece sorte.
- Só volume: sem condição de qualidade, o plano paga pelo que a empresa pode não querer.
- Metas demais: a atenção se divide e o que fica fora da meta é esquecido.
- Regra na conversa: sem texto, cada apuração reabre a negociação.
- Mudar a regra no meio do período: a confiança no plano cai e é difícil recuperá-la.
- Lançar sem teste: o primeiro pagamento mostra, tarde demais, que a meta estava errada.
A lista é da CGLC, a partir da prática com PMEs, e não resultado de contagem em estudo.
Para desenhar a variável junto com cargos, salários e avaliação de forma coerente, o trabalho de gestão de pessoas da empresa precisa fechar a base antes da camada de resultado.
Quer desenhar um plano de remuneração variável que o seu time entenda e que caiba no caixa?
Perguntas frequentes
O que é remuneração variável?
Neste guia, é a parte do ganho da pessoa que depende de um resultado medido em um período, paga além do salário fixo. É uma definição de trabalho da CGLC, e não um conceito extraído de estudo.
Como fazer remuneração variável na PME?
Na leitura da CGLC, em seis passos: escolher o resultado que se quer comprar, escolher um indicador que a pessoa controla, escolher o nível (individual, de equipe ou da empresa), calibrar meta, piso e teto, escrever a regra e testar com dados do passado antes de prometer. O roteiro é da CGLC, e não resultado dos estudos citados.
O que duas meta-análises relatam sobre incentivos financeiros e desempenho?
Jenkins e colegas (1998), em meta-análise de 39 estudos, relatam que os incentivos financeiros não se relacionaram à qualidade do desempenho e tiveram correlação corrigida de 0,34 com a quantidade. Garbers e Konradt (2014), em 146 estudos, relatam efeito positivo dos incentivos individuais (g = 0,32) e das recompensas de equipe (g = 0,45). Jenkins reporta correlação corrigida e Garbers, tamanho de efeito g, de modo que os resultados não são diretamente comparáveis. Nenhum dos trabalhos tem a PME brasileira como foco.
Remuneração variável vale a pena para empresa pequena?
Na leitura da CGLC, depende de três condições: o resultado depender do que a pessoa ou a equipe faz, o indicador ser medido com regularidade e o fixo já ser justo para o mercado. Nenhum dos trabalhos resumidos aqui tem a PME brasileira como foco, e a decisão pede os números da própria empresa e a validação do contador e do jurídico quanto à forma de pagamento.
Quais são os erros mais comuns?
Na leitura da CGLC, os mais comuns são pagar variável para compensar fixo defasado, usar indicador que a pessoa não controla, pagar só por volume, criar metas demais, deixar a regra sem texto e lançar o plano sem testar com dados do passado. A lista é da CGLC, e não resultado de contagem em estudo.
Fontes e referências
- Jenkins, G. D., Jr., Mitra, A., Gupta, N., & Shaw, J. D. (1998). Are financial incentives related to performance? A meta-analytic review of empirical research. Journal of Applied Psychology, 83(5), 777-787. https://doi.org/10.1037/0021-9010.83.5.777
- Garbers, Y., & Konradt, U. (2014). The effect of financial incentives on performance: A quantitative review of individual and team-based financial incentives. Journal of Occupational and Organizational Psychology, 87(1), 102-137. https://doi.org/10.1111/joop.12039
- Locke, E. A., & Latham, G. P. (2002). Building a practically useful theory of goal setting and task motivation: A 35-year odyssey. American Psychologist, 57(9), 705-717. https://doi.org/10.1037/0003-066X.57.9.705
- Ordóñez, L. D., Schweitzer, M. E., Galinsky, A. D., & Bazerman, M. H. (2009). Goals gone wild: The systematic side effects of overprescribing goal setting. Academy of Management Perspectives, 23(1), 6-16. https://doi.org/10.5465/amp.2009.37007999
Por: Luciana Silva, administradora especializada em neurociência aplicada à gestão de pessoas, da CGLC. A CGLC (Centro de Gestão e Liderança Contemporânea) é um laboratório de cocriação de soluções que apoia empresas e líderes no desenvolvimento de lideranças, cultura de inovação e gestão de pessoas.
Publicado em 07/11/2026.
A CGLC (Centro de Gestão e Liderança Contemporânea) é um laboratório de cocriação de soluções que apoia empresas e líderes no desenvolvimento de lideranças, cultura de inovação e gestão de pessoas.
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